
As ilhas da Papua Nova Guiné são cobertas de selva, o que oculta a história dramática da guerra. São ilhas com belas praias e incríveis vulcões, ao mesmo tempo possui uma cultura tradicional incrivelmente rica.
MANUS
Lorengam é a capital da ilha de Manus e é a única cidade da ilha. Parece ser uma cidade muito “sonolenta” onde nada parece acontecer e onde ninguém tem pressa.
Por norma sempre que chegam turistas ao aeroporto local da ilha, a população vêm receber-nos com danças tradicionais em sinal de boas vindas. Poucas pessoas visitam as ilhas da Papua Nova Guiné, dai a alegria em receber os turistas por parte dos habitantes locais.
O centro da pouca atividade da cidade é o mercado. Lá podemos encontrar os famosos caracóis verdes, e este é o único sítio no mundo que não são vendidos para comer mas sim usa-los como uma joia, devido à conscientização que se encontram em vias de extinção.
Existem quase todos os tipos de artigos à venda neste mercado, mas o mais antigo e popular é a “noz de bétele”, que é um estimulante usado por quase todas as pessoas da região.
Sem infraestruturas turísticas não existe nada organizado para os turistas nesta ilha, daí a necessidade de fazermos nós próprios o nosso roteiro
ILHA DE HAEWEI
Nesta pequena ilha simplesmente com uma canoa podemos ir pescar, pois as águas são rasas e incrivelmente transparentes. Pesca-se normalmente com paus e redes. Veem-se muitas crianças a pescar neste local. Porem de descermos da canoa cuidado onde pomos os pés porque estas águas também são vastas em corais.
NEW IRLAND
NUSA
Para irmos para a Ilha de Nusa, a única forma é viajar de barco a partir de Kavieng.
Nusa é considerada uma estância de luxo, porém nós podemos traduzi-la como sendo uma espécie de cabana construída de madeira e palha. Mantêm tudo muito limpo e arejado, existem redes mosquiteiros, na parte de fora na varanda temos lavatório e vistas amplas assim como animais exóticos sempre por perto. Por $40,00 por noite, esta ilha é um oásis de luxo nas ilhas da Papua Nova Guiné, e é um dos raros sítios onde podemos ver alguns estrangeiros.
O melhor que podemos fazer é vermos como os habitantes locais vivem. A natureza dá-lhes colheitas gratuitas e podemo-nos juntar a eles para experimentar os petiscos locais mais invulgares.
Uma atividade que podemos fazer é caçar morcegos na floresta. Os morcegos por norma encontram-se junto de coqueiros e mangueiras, pois comem muita fruta sobretudo mangas. Para caça-los é com uma simples “fisga”.
Os morcegos depois de mortos, são colocados numa fogueira e toda a gente em redor pode provar este petisco bastante saboroso.
Para conhecer o resto de New Irland temos de regressar a Kavieng.
O ideal é pedalar de bicicleta ao longo da costa numa extensão de cerca de 120 quilómetros até à pequena cidade de Libba.
Percorrendo o caminho através da cosa leste encontramos as melhores estradas para ciclismo. É quase totalmente plana e completamente lisa. Quase não existe trânsito e a paisagem é deslumbrante.
Pelo caminho podemos parar na aldeia de Laraibina para conversarmos com a Sra. Cathy Hiob, que se tornou famosa por domesticar enguias de água doce. Ela dá-nos a oportunidade de alimenta-las e tocar-lhes, pois estas enguias gostam de ser acariciadas como cães ou gatos.
Continuando caminho até Libba, podemos ver as famosas esculturas tradicionais, onde as cores veem da natureza, por exemplo, o vermelho advém da argila, o preto do carvão e o branco é cal.
Para os habitantes locais é essencial que os turistas que eles encaram como convidados, se sintam bem e à vontade. Para isso em honra aos convidados confecionam pratos especiais e fazem questão que os convidados sejam os primeiros a serem servidos e a comer.
NEW BRITAIN
RABAUL
De Libba consegue-se facilmente “apanhar” boleia até ao fim da costa, 145 quilómetros sensivelmente, até podemos apanhar o barco que vai para Rabaul via Ilhas Duque de York. O trajeto demora cerca de 2 horas e custa cerca de $20,00.
Em Rabaul podemos avistar grupos de golfinhos. Esta cidade possui um dos melhores portos marítimos, que por agora é um sítio bastante pacato.
Podemos entrar num barco e navegar pela baía onde se olharmos em redor, vemo-nos rodeados por vulcões. Nesta baía encontram-se afundados navios e aviões da segunda guerra mundial.
Até aos anos 90 a cidade de Rabaul foi crescendo, mas com a entrada em erupção em 1994 do vulcão Tavurvur, devido à libertação de cinzas a cidade teve que ser evacuada, após este acontecimento a cidade já não voltou a ter tantos habitantes como em outrora.
Se atravessarmos a pista, que em tempos era o aeroporto da cidade, vamos diretos ao sopé do vulcão.
A paisagem parece algo de outro planeta, é testemunha da devastação causada pela erupção de 1994. Pelo caminho encontramos a aldeia de Matupit, que apesar de se localizar perto do vulcão ficou intacta, porque as cinzas expelidas pelo vulcão devido ao vento voaram por cima da aldeia.
É bastante empolgante ir até à base do vulcão e ainda nos dias que correm podemos ver crateras e buracos fumegando. Para chegarmos ao vulcão temos de ir de barco ou canoa.
Os habitantes locais costumam ir até à base do vulcão cavar o chão para ver se encontram ovos que as aves põem devido ao facto de ser um lugar quente. Para cozinhar os ovos dirigem-se a uma fonte de água quente e mergulham os ovos.
Estas Ilhas e ilhéus são fascinantes, as pessoas são das mais simpáticas que podemos encontrar no mundo.
É sem dúvida um lugar maravilhoso para visitarmos.
Boa Viagem...
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